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Partindo do
pressuposto que o Homem é um ser imperfeito, ele esta sujeito a pecar, a
contrariar a vontade de Deus seja de forma consciente ou não. O mundo
hodierno, verifica-se a degradação de valores, de identidade, entre outras
realidades que poem em causa a natureza humana.
O cristão é espelho
da sociedade, vive na oração, humildade, confraternização, vive segundo os
preceitos da igreja. Recordando há 2 anos atrás, na homilia de Pe Altino na
paróquia da Santa Maria em Namicopo, dizia ele que “dentro da igreja existe cristão camaleão, isto é, aquele que tem
diferentes tipos de comportamento ” . Com esta mudança de comportamento
põe em causa aquilo que é identidade religiosa. Esta realidade se estende
também aos irmãos /as, consagrados/as, sacerdotes, leigos.
O agir de alguns cristãos
não converge com os preceitos religiosos ou os mandamentos da Deus. Nisso
suscita algumas indagações: porque o
cristão consciente nos mandamentos da Deus, a sua acção distancia-se com os
mandamentos? Em qualquer sacramento juramos em fazer tudo segundo a vontade
do pai celeste, mas depois de um tempo mudamos de comportamento, o que esta
a falhar?. Hoje, em várias
igrejas ou comunidades existem disputas entre irmãos, sacerdotes e fieis,
ou ainda, existe o separatismo, o individualismo. Estas e mais outras
realidades que poem em causa a igreja, a identidade religiosa.
Irmãos em cristo devem
preservar a identidade, não podemos pôr em causa a nosso cristianismo. Diz
Pe Cantifula de Castro “o nosso agir
deve ser um agir profético porque a nossa tendência é mostrar as verdades
aos demais, ser evangelizador, saber amar, perdoar e que as nossas acções
devem coincidir com oque nos dizemos, isto é, deve existir uma
correspondência entre as nossas personalidades, as acções e oque
comunicamos”.
E o bispo Inácio
Saure, na sua homilia na peregrinação do santuário de Meconta em 2017,
advogava: “Amar a Deus e o seu próximo como a ti
mesmo. O Amor de Deus se resume no amor do seu próximo e de si mesmo. O
amor de Deus é a expressão maior. No evangelho, se resume no amor a Deus. A
medida do amor é amar o cristo. Esse amor, deve crescer em nos, um amor
missionária. Para tal, é necessário que exista uma correspondência entre o
que pensamos e oque fazemos ”.
O filósofo Kant, ao
formular o seu pensamento ético, vulgarmente conhecida por ética do dever, começa mostrar o seu
imperativo categórico que se resume no seguinte: a acção moral é válida se a regra que a orienta, puder tornar-se
uma regra universal ou age de tal forma de modo a sua acção se torne uma
lei universal. Deste modo, o agir cristão deve ser norteado a
identidade religiosa e agir de modo que acção seja aceitável no seio da
sociedade.
No
intervalo entre ávida e a morte, todo cristão deve agir segundo a vontade
de Deus. Lembre-se o nosso futuro depende do nosso presente, isto é,
a construção do nosso paraíso depende do presente, a permanência da
credibilidade das ideologias da igreja depende de si por isso o que você
faz deve corresponde aquilo que você é e não ao
contraio. Todo cristão tem identidade como cada um tem nacionalidade e todo
cristão deve saber ser, fazer estar em qualquer circunstância
sem pôr em causa a identidade religiosa.
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Com este texto
pretendo reflectir sobre a postura religiosa diante as várias acções, em vários
momentos, pois a identidade religiosa converge com os preceitos religiosos
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O agir cristão: em busca
de uma identidade religiosa
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O cristão, na sua acção deve
agir por dever ou segundo o dever?
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“Muitas
pessoas estragam o perfil da vida
querendo aproveitar tudo quando possível sem olhar os transtornos que elas
podem provocar. Aproveitam tudo seguindo o principio que a vida é curta,
mas se esquecem em selecciona-los. Muito cedo tomam uma postura do futuro
no presente, razão pela qual a maioria frequentemente dizem se eu soubesse,
se o tempo recuasse, me arrependo. Este é o tempo de reflectir, Viva,
seleccione as mais pelas sementes e semeie-as para amanha colher as boas,
pois o nosso futuro depende do que fizemos no presente (Victorino Jacinto
Carvalho)”
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